Braze Forge 2026: três dias para entender o próximo ciclo do Customer Engagement.
O que esperar do evento Braze Forge 2026?
A programação aponta para uma discussão sobre como incorporar inteligência artificial à operação de Customer Engagement: construir jornadas, apoiar decisões, escalar personalização e avaliar os efeitos dessas mudanças no negócio.
A Caaqui está em Las Vegas acompanhando o encontro, cuja programação principal acontece de 28 a 30 de setembro. Nossa atenção está em uma pergunta: o que precisa mudar na operação para que essas novas capacidades se transformem em crescimento?
Fonte “ Acompanhe o Davi Frate com atualizações diárias sobre o evento”
Davi Frate acompanha o Braze Forge 2026 em Las Vegas.
Durante boa parte da conversa recente sobre IA em CRM, o foco esteve em produzir textos, apoiar segmentações e acelerar tarefas. A agenda do Forge amplia esse campo para agentes, sistemas de decisão e novas formas de organizar o trabalho.
Essa é nossa leitura da programação, e será colocada à prova ao longo do evento. Uma demonstração pode revelar uma possibilidade; entender sua aplicação exige conhecer as condições necessárias para sustentá-la.
Para quem lidera Growth, Marketing, CRM, E-commerce, Produto ou Dados, essa diferença importa. O valor de uma novidade depende do problema que ela ajuda a resolver, das mudanças necessárias para implementá-la e da capacidade de medir seus efeitos.
Dia 1 — Da promessa da IA para a operação
O primeiro dia concentra uma discussão prática: como transformar IA em capacidade de execução?
As sessões sobre BrazeAI Operator e Agent Console exploram o apoio à operação e a construção de agentes para Canvas, Catalogs e padrões de campanha. Os workshops também propõem a criação de fluxos de trabalho com agentes. A programação aproxima a discussão das tarefas que os profissionais precisam realizar no dia a dia.
Existe uma diferença relevante entre gerar um assunto de e-mail e apoiar a construção de uma jornada. No segundo caso, entram em jogo critérios de entrada, dados disponíveis, regras de personalização, mensagens e validações antes da ativação. O trabalho com Operator e Liquid ilustra essa aproximação. Liquid é a linguagem de templates utilizada na Braze para inserir dados e aplicar lógica condicional às mensagens. A proposta da sessão é explorar como o profissional pode orientar o Operator na construção dessa personalização. Isso mantém a necessidade de compreender a regra de negócio e conferir o resultado.
Para avaliar essas aplicações, nossa recomendação é observar o fluxo completo. Uma tarefa pode ficar mais rápida e, ainda assim, produzir pouco ganho se o trabalho continuar parado em aprovações, correções de dados ou retrabalho.
Mensuração precisa orientar uma decisão
A sessão sobre mensuração parte de uma ideia que conversa diretamente com a forma como pensamos Analytics na Caaqui: o valor dos dados aparece nas decisões que eles ajudam a tomar. A proposta é conectar os relatórios da plataforma às perguntas do negócio.
Ter dashboards não significa, por si só, ter clareza sobre o que fazer. É preciso relacionar a exposição às campanhas ao comportamento dos clientes, à conversão, à recorrência e ao valor econômico da relação.
Também é necessário separar três resultados diferentes. Reduzir o tempo de produção é um ganho operacional. Registrar vendas atribuídas a uma campanha é uma leitura de atribuição. Demonstrar quanto aquela iniciativa acrescentou ao resultado exige uma avaliação de incrementalidade.
Grupos de controle podem ajudar nessa avaliação ao permitir a comparação com clientes que não receberam a intervenção. A própria Braze apresenta esse recurso como uma forma de medir o efeito incremental das comunicações. A interpretação depende de um desenho adequado e de dados suficientes para sustentar a conclusão.
Essa distinção muda a conversa com a liderança: além de mostrar o que foi executado, o time precisa explicar o que aprendeu e qual decisão a evidência permite tomar.
Para aprofundar a conexão entre mídia, app, CRM e dados, acesse o playbook MMP como infraestrutura de Growth.
Black Friday e criatividade também fazem parte da operação
A sessão dedicada à Black Friday combina segmentação RFM — recência, frequência e valor monetário das compras —, níveis de fidelidade e aquecimento gradual de IP. A proposta é preparar a comunicação considerando o relacionamento com cada público.
Para um e-commerce, a implicação é concreta: clientes recorrentes, compradores inativos e novos contatos podem exigir abordagens diferentes. Nossa leitura é que essa preparação deve conectar pressão comercial, entregabilidade e continuidade da relação depois da promoção.
A criatividade também ocupa espaço no primeiro dia, com a masterclass de Fernando Machado. Já a descrição da keynote de abertura de Bill Magnuson destaca que a IA não fornece automaticamente gosto, ponto de vista ou uma razão para alguém se importar com uma marca.
A combinação faz sentido. Aumentar a velocidade de produção torna ainda mais importante saber o que merece ser produzido.
Nossa leitura para o primeiro dia é essa: IA pode ampliar a produtividade, desde que esteja aplicada a um trabalho bem definido. Automatizar um processo mal resolvido pode apenas fazer o problema circular mais rápido.
A tecnologia acelera. A direção continua sendo uma responsabilidade humana.
Dia 2 — Personalização em escala depende de arquitetura
O segundo dia avança da execução para as condições de escala. A keynote de Jon Hyman, CTO e cofundador da Braze, propõe mostrar como IA, dados e orquestração se combinam na plataforma.
Segmentações, recomendações de produto, gatilhos comportamentais e jornadas já fazem parte do repertório de personalização. O que queremos observar no Forge é como os sistemas de decisão ampliam essas práticas e quais exigências acrescentam à operação.
Personalizar uma campanha e sustentar personalização ao longo da jornada são desafios diferentes. No segundo, a empresa precisa manter dados confiáveis, regras consistentes e capacidade de adaptar a execução sem reconstruir tudo a cada iniciativa.
Panera e Purina mostram duas dimensões da escala
A Panera apresentará, com a Epsilon, uma estrutura de componentes reutilizáveis na Braze, desenvolvida para simplificar campanhas, reduzir dívida técnica e apoiar a personalização ao longo da jornada.
Esse exemplo nos interessa porque ajuda a examinar o que existe por trás da experiência entregue ao cliente. Quando cada campanha exige uma construção do zero, o crescimento do volume também pode ampliar o esforço de manutenção e as oportunidades de erro.
Componentes reutilizáveis precisam de responsáveis, documentação e critérios de atualização. Uma mudança de oferta ou regra comercial deve chegar às jornadas afetadas de maneira controlada.
A Purina aborda outra dimensão: a organização. A descrição do case apresenta a evolução de uma implementação mobile da Braze para um modelo de serviços compartilhados entre marcas, incluindo estratégia, tecnologia, operação e participação de agências. Fonte
Essa discussão se aproxima de uma dificuldade recorrente em projetos de MarTech: a implementação técnica pode avançar enquanto a empresa ainda precisa definir quem responde pelos dados, quem constrói as jornadas, quem aprova e quem decide prioridades.
É nesse ponto que uma ideia promissora pode perder semanas antes de chegar à produção. A plataforma pode estar pronta. Mas sua operação está alinhada com a estratégia?
O caso Sonos ajuda a observar o gargalo certo
Segundo a descrição oficial da sessão, a Sonos opera e-mail em 27 países e utilizou a Denada, parceira de tecnologia da Braze, para reduzir o prazo de produção de 41 para 12 dias e ampliar sua capacidade de entrega. Esses são resultados anunciados para o case; os detalhes da implementação e da medição precisam ser compreendidos durante a apresentação. Fonte
O interesse do exemplo está em localizar onde o trabalho acumulava espera e como a operação foi reorganizada. Para outra empresa, o gargalo pode estar na criação. Pode também estar na integração dos dados, na aprovação de ofertas ou na dependência de uma equipe técnica.
A programação inclui ainda aplicações de reativação de clientes, documentação de jornadas com IA e experimentação de mensagens. Vamos observar essas iniciativas pelo mesmo critério: qual restrição elas ajudam a remover? Fonte
Na perspectiva da Caaqui, essa é uma mudança importante na conversa sobre implementação. Verificar se a ferramenta funciona é necessário; compreender como ela contribui para o objetivo do negócio exige acompanhar a operação.
O próximo avanço depende de coordenar dados, tecnologia, pessoas e processos em torno de prioridades compartilhadas.
Registro da participação da Caaqui no evento.
Dia 3 — Decisão, contexto e o papel do profissional de Marketing
O terceiro dia aprofunda o papel da IA na escolha das intervenções. Entre as demonstrações previstas está uma aplicação do Decisioning Studio Pro voltada à primeira compra, com testes e personalização entre canais, orçamento fixo e limites definidos pela empresa. Fonte
Esse último ponto merece atenção. Delegar decisões exige estabelecer objetivos e condições de atuação: o que o sistema pode escolher, quais alternativas estão disponíveis e quando a equipe deve intervir.
Também convém distinguir as funções. Gerar uma mensagem, executar uma tarefa e escolher uma ação com base em um objetivo são capacidades diferentes. A avaliação precisa considerar qual delas está sendo utilizada e como seu resultado será acompanhado.
Autonomia exige limites operacionais
Considere um exemplo hipotético: uma jornada criada para aumentar a primeira compra. Além da conversão, a liderança pode precisar acompanhar custo do incentivo, margem, frequência de contato e descadastros.
Um aumento de pedidos pode não justificar a iniciativa se depender de descontos que comprometam a margem. Da mesma forma, a pressão de comunicação precisa ser avaliada para além do resultado imediato.
Por isso, os limites de atuação — frequentemente chamados de guardrails — devem traduzir decisões do negócio. Nossa recomendação é definir também responsáveis pela supervisão, critérios de pausa e registros que permitam investigar o que aconteceu.
A programação traz exemplos de onboarding adaptativo e priorização de mensagens concorrentes. São situações nas quais contexto importa: um cliente que ainda precisa concluir uma etapa de ativação pode exigir uma comunicação diferente daquela destinada a quem já está pronto para uma nova oferta. Fonte
A operação pode chegar aos ambientes onde o time trabalha
Outra sessão apresenta Operator Connect, com a proposta de levar capacidades do Operator a ferramentas como Claude, Cursor e Slack. A agenda descreve essa apresentação como uma prévia anterior à disponibilidade geral do recurso. Fonte
Isso sugere uma mudança na interface de trabalho: parte da operação poderá ser acionada em ambientes que o time já utiliza. Nossa leitura é que essa conveniência aumenta a importância de permissões claras, rastreabilidade e critérios de aprovação.
O terceiro dia também inclui RCS, gamificação no aplicativo, uso de Snowflake e experiências de escala com ESPN e Grubhub. Esses temas ampliam a discussão sobre como coordenar canais, dados e interações relevantes. Fonte
A direção que queremos investigar combina contexto, decisão, execução e aprendizado. A qualidade desse ciclo dependerá dos sinais disponíveis, do objetivo escolhido e da capacidade de avaliar seus efeitos.
A responsabilidade continua com as pessoas
A última keynote do evento, prevista para a manhã do terceiro dia, inclui José Andrés e Venus Williams e coloca a iniciativa humana no centro da discussão. Fonte
Nossa interpretação é que essa escolha reforça uma questão relevante para quem lidera Marketing: quanto maior a capacidade de executar, maior a responsabilidade de escolher o que vale a pena fazer.
A hipótese que levamos para o Forge é que o acesso à IA, isoladamente, tende a explicar pouco da diferença entre operações. A qualidade dos dados, a clareza estratégica, a experiência pretendida e a organização do trabalho devem pesar na capacidade de gerar valor.
O que queremos trazer do Forge para a operação dos nossos clientes
Estamos acompanhando o evento com cinco perguntas conectadas à aplicação: onde agentes reduzem esforço e retrabalho; como sistemas de decisão alteram a construção de jornadas; quais fundamentos sustentam a personalização; o que exige tecnologia e o que exige reorganizar o trabalho; e como avaliar crescimento incremental.
Essas perguntas orientam uma forma de trabalhar que faz parte da Caaqui. Começamos pelo resultado que precisa evoluir, identificamos a restrição prioritária e reunimos as competências necessárias para agir junto ao cliente.
Na aplicação dos aprendizados do Forge, isso pode significar revisar uma jornada de ativação, melhorar a qualidade de um evento, organizar componentes de campanha ou testar uma nova forma de decisão. A escolha precisa considerar impacto esperado, dependências, capacidade de execução e forma de avaliação.
Para uma liderança que deseja começar, recomendamos delimitar um problema antes de escolher a solução. Registrar a situação inicial, definir um responsável e estabelecer como avaliar o resultado cria uma base para decidir se a iniciativa deve continuar, ser ajustada ou ser interrompida.
Produzir mais campanhas não garante crescimento. Aumentar a personalização também exige verificar se a experiência melhorou. A contribuição da tecnologia precisa aparecer nos efeitos que a operação consegue demonstrar.
O Forge 2026 coloca essas possibilidades em discussão. Nossa hipótese é que parte importante dos aprendizados estará na maneira como as empresas reorganizam suas operações para utilizá-las.
Vamos compartilhar, nos conteúdos da Caaqui, os aprendizados do evento e suas implicações para quem precisa transformar estratégia em execução.
Porque keynote inspira. Mas é na operação que a conta precisa fechar.
Acompanhe a cobertura e explore os conteúdos da Caaqui sobre Growth, CRM, dados e MarTech.
Se sua empresa precisa evoluir sua operação de Customer Engagement, entre em contato com a Caaqui: nossa consultoria ajuda a identificar o que limita o resultado, priorizar mudanças e executá-las junto ao seu time.




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